segunda-feira, 5 de março de 2012

Tomemos posição senhores !!!




Ola queridos! Que o Cósmico santifique vossas vidas!

Hoje, mais uma vez, vou falar sobre a espiritualidade prática; tenho o péssimo hábito de não me acostumar (conformar) com as coisas deste mundo, eu sei, eu sei, muitos já nos disseram: "- deixa pra lá, isso é assim mesmo"; eu entendo mas, não compreendo; sempre entendi como minha obrigação lutar contra a apatia sócio-espiritual que impera no mundo, muito drasticamente na América Latina e, muitíssimo bem estabelecida no Brasil; algum irmão pode me perguntar: "- O que o social tem haver com o espiritual?" Respondo: O homem é um ser gregário, ou seja, precisa viver em sociedade e, geralmente, essa sociedade deve ser bem estruturada para suprir as necessidades do indivíduo; admiro a Igreja Católica Apostólica Romana por na atualidade jamais deixar de intervir, ainda que muito sutilmente, em questões que dizem respeito ao bem estar social em todo o mundo, entendo como obrigação de todo ser espiritual a manutenção da Paz, sim da Paz com "P" maiúsculo, porque onde estará a paz de quem tem fome de comida? Ou de quem tem fome de justiça, fome de família, fome de cultura, fome de saúde, fome de lazer . . . Aí mais uma vez entramos nas questões políticas, lembro da trágica cena levada ao ar pela Rede Globo de Televisão onde ladrões do dinheiro público em Brasília oravam fervorosamente ao senhor (qual?!) agradecendo o lucro escuso que acabavam de ter, isso é sintoma de doença sócio-espiritual, e pior, é uma epidemia !!! Outro sintoma corriqueiro que passa despercebido no cotidiano são as agressões entre torcidas de futebol, claro que o esporte é bom, e a competição saudável é desejável mas, ganhar quebrando o braço de outra pessoa, ou coisa pior, não é vitória! Não há honra nisso! Veja outro caso, o caso do Policial que matou um guarda-vidas, por conta de um esbarrão da namorada deste no retrovisor do carro do primeiro(!), uma selvageria bestial, um ato praticado completamente fora da razão (egrégora) da raça humana! Onde foi criado esse monstro? Acredito que monstros como estes estão por toda parte, alimentados pela mídia em parte, porém, muito mais pelas agruras da vida, as fomes às quais me referi.
Por isso digo, devemos lutar, deixar de hipocrisias do tipo: "nossa luta é contra o espírito", e partir para a batalha contra a corrupção, contra a falta de cultura, contra a falta de respeito para com a pessoa; oremos e deixemos que nossos corpos (espiritual, mental e físico) se encham desse assunto para que possamos tomar posição ante à demanda atual e efetivamente por o pé no caminho para a "Nova Atlântida"!

Pax !

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sou meio são !

Já ouviu aquele adágio? "Ninguém é normal visto de perto". Pois bem em conversa recente com um grande amigo, um irmão de caminhada, um estudioso de cabala, um cientista/místico, falávamos sobre ser normal, ser conforme os padrões, agir e até pensar como "manda" a praxe social. Nós concordamos que os idealistas, aqueles que enxergam boas opções, os que "veem o lado bom" são muito assim; por vezes tidos como loucos, inocentes, sonhadores, idealistas e outros adjetivos eles estão sempre aptos a tentar mais um pouco antes de desistir de algo ideologicamente bom, o Mahatma (Grande Alma) Ganghi é o melhor exemplo do qual me lembro agora, formado em direito na Inglaterra poderia ter vivido bem, financeiramente, fisicamente, em qualquer lugar mas, jamais teria vivido bem consigo mesmo se não houvesse assumido a causa de seu povo que sofria sob o julgo da colonização inglesa; acredito que isso é ser como a criança, perceba como a criança não vê dificuldade para a consecução de seus desejos, ela não liga para convenções sociais, ela não teme o ridículo, ela age conforme seus sentimentos.

"Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus."
Mt 18.4

Daí a importância de um novo nascimento, esse novo nascimento nos abre os olhos para um novo mundo aqui mesmo, um mundo novo filtrado pela inocência, inocência é o que evita que fiquemos tentando entender o sentido oculto de tudo que nos falam, quem nunca ouviu alguém dizer: "- que quer dizer com isso?" ou "- ele quiz dizer . . ." o inocente acha que a pessoa só disse o que disse e pronto, não gasta energia tentando entender além, achando ainda por cima que isso é ser inteligente, ao mesmo tempo em que cria falsas expectativas, ou mal estares desnecessários. Isso me lembra a máxima: Você deve ter a cabeça aberta mas, nem tanto a ponto do cérebro cair! Então sejamos todos humildes e inocentes como as crianças, não viva tentando adiantar-se aos acontecimentos, deixe a vida te surpreender, garanto que terás mais boas surpresas que más.

É só ser assim como nós, os meio sãos, nós entendemos que viver preso às convenções sociais é trabalhoso, complicado, e nada divertido; preferimos viver assim, como nós somos, nós gostamos de quem é diferente de nós, nós aceitamos que sejam assim e, se essa diferença pode ser interpretada como defeito, nos simplesmente perdoamos e aproveitamos o que a vida tem de melhor para oferecer.

Salutem punctis trianguli .'.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Então é Natal ! ! !


Então é natal, a festa cristã . . .
Ops, peraí, mas várias religiões tem comemorações especiais em dezembro, no entanto, o que se comemora, se é o nascimento de um deus, a vitória sobre um inimigo ou, a morte de um ditador, não faz muita diferença; o que interessa é que todas essas celebrações indicam algo de especial nesta época, algo que facilita a harmonia ou rearmonização entre os seres, o que quero é indicar a sabedoria mais uma vez implícita no cotidiano, enquanto o comércio se aquece, as pessoas estouram seus cartões de crédito, e as crianças aguardam seus brinquedos; a vontade de estar com as famílias e rever as pessoas com as quais não temos convivido insinua-se, por menos que nos foquemos objetivamente nestes pensamentos eles teimam em vir à tona, por vezes nos surpreendemos de súbito imaginando como seria bom poder estar algumas horas a mais, talvez no próximo ano, com tal ou qual pessoa e é aí que reconheço a sabedoria do Eterno nesses acontecimentos, imagine que seria da sociedade se não houvesse essa breve pausa para valorizar os contatos afetivos, sejam eles familiares ou de amizade, antes de se iniciar um novo ciclo, um novo ano. Já virou até anedota as resoluções de fim/início de ano, emagrecer, gastar menos, praticar mais atividades físicas, deixar de fumar, deixar de beber e tantas outras; há também aquelas das quais nem nos damos conta de que fizemos e, sem dúvida, entre elas está sempre estar mais junto da família; sim, acredito que essa também não será cumprida, mas pouco importa, na verdade o importante é que ainda se valoriza os laços, e assim ainda temos raízes, pessoas a quem admirar, a quem prestar contas, por quem lutar e se manter num bom caminho.



Quero invocar as bençãos do Deus Único sobre a tua vida hoje, elas trazem consigo a Paz dos inocentes e a coragem dos competentes, brilhe dentro de ti o archote do amor divino para que sejas luz e referência no mundo, tua simples presença trará consolo e alívio ao sofrimento alheio, tua palavra será bálsamo e refrigério. Receba neste natal uma guarnição de fiéis companheiros que acamparão ao teu redor porquanto tu és filho do Altíssimo!
Assim seja!

Obs.: Sim o Natal é uma festa cristã, não é a única festa em dezembro mas é exclusivamente cristão.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A senda espiritual




O caminho místico, caminho solitário e tortuoso, de muito trabalho, duvidas e questões.

Porque será que, em sã consciência, uma pessoa busca, geralmente durante muito tempo, e depois assume, cônscio dos desafios, essa caminhada ?

Acredito que é pela desconfiança de que há algo além, algo melhor, maior, mais interessante e aprazível que todos os tesouros e delícias deste mundo; o mistico, iniciado, verdadeiro homem-espírito, vive o hoje como se fosse o amanhã (algo do tipo tratar o que não é como se já fosse), a destra de Deus conduz seus passos, ele caminha sob sua mão esquerda, os anjos são seus pares, silenciosos companheiros guardam velados seus caminhos, os demônios tramam tragar-lhe mas, retiram-se ante sua autoridade; ele responde única e exclusivamente por seus atos, resigna-se sempre a colher o que plantou; sua vida é eterna aventura, aprender é sua sina, aplicar sua máxima.

Tenho a grata satisfação de conviver com pessoas assim, tanto em casa como no trabalho, desfruto da presença de pessoas espiritualizadas, por isso, hoje quero fazer um breve relato de experiências e conclusões que puder viver e tirar desse convívio. Essas pessoas são normais, elas acordam cedo para trabalhar, tomam ônibus, vão comer pizza, bebem e as vezes até se embriagam; tudo isso já presenciei, presenciei também fenômenos raros, saberes vindo de lugar algum, respostam a perguntas não verbalizadas, encontros não marcados, mas de tudo que eles me ensinaram o mais importante foi amar o próximo, isso não quer dizer aquele ideal de santidade que geralmente temos, amar ao próximo é prática, não é uma filosofia ou conduta falaciosa, é aplicação, é ética, é responsabilidade; é gritar quando se deve, mesmo que se acredite que ninguém irá ouvir; é cumprir o dever da melhor forma possível, independentemente do merecimento alheio; é ser luz no mundo, sal da terra.

Amém . . .

Não bebo mas, também não pago a quem devo; não uso bermudas mas, falar mal de outro é meu esporte; não deixo de frequentar a minha religião um dia, mas sou um estranho agressivo na minha própria casa; não falo palavras de baixo calão mas, desejo a morte a todos os que não adoram ao meu deus.

Lembro o Mestre, ele não veio ensinar a viver separado fisicamente mas, ensinou a ter o sentimento puro e pleno de amor ao criador e à criatura, quando muitos esperavam por um mestre que compartilhasse de seus ideais egoicos, que reconhecesse seus títulos, que fosse segundo sua própria vontade, Ele foi humilde, sentou-se com pessoas humildes, pobres, doentes, proscritos e até hereges, eles o reconheciam mestre porquanto tinha cumprido toda a lei, no entanto, sua interpretação dura, desprovida de amor, não admitia que tantos recebessem tanto ou mais que eles próprios, por isso tramavam contra o Mestre.

Tal é o caminho do adepto, individual, silencioso, laborioso, cheio de pequenas realizações, mas de grandiosos desafios.

Namastê

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

EQV - Conclusão

Concluindo o assunto da última postagem, vamos a um breve resumo:

1) pessoas vivem "Experiências de Quase Morte", EQM;
2) das quais descrevem em alguns casos experiências extra corpo físico;
3) estudiosos e acadêmicos não chegam a um consenso quanto a realidade dos relatos em muitos casos e, quanto a mecânica dos fatos na maioria desses;
4) em quase 100% dos episódios quem passa pela experiência muda, muito drasticamente, se não de vida, pelo menos de conduta diante de suas vicissitudes;
5) esse momento é que convencionei chamar de "despertar de uma experiência de quase vida" pois, geralmente o envolvido descobre que não dava valor ao essencial e sim ao "aparencial", ou que dava menos valor/atenção, do que deveria ao essencial na vida.

Quanto ao que é ou não essencial sou incompetente para apontar, afinal, o livre arbítrio* dado pelo criador a cada um de nós talvez sirma exatamente para isso, para que cada um escolha suas prioridades e encha sua vida com a essência que melhor lhe agrade.

*Eis o assunto para uma nova postagem, o livre arbítrio.
Um bom fim de semana, saúde, paz e harmonia.

'.' Pax et Lux .'.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

EQV

Nos últimos dias tenho sido bombardeado pelo assunto "Experiências de Quase Morte". Matérias na TV aberta e por assinatura, textos, e conversas descontraídas sempre vêm trazer o mesmo tema; na noite passada refleti sobre isso antes de dormir, percebi que os relatos são os mais variados, encontros com entes a muito mortos (ou desencarnados ou seja lá como queira denominar), encontro com pessoas desconhecidas, presenciamento de fatos próximos ou não, bem; há um relato de um cidadão que diz ter e visto de fora no momento em que ele parecia flutuar junto ao teto do hospital onde estava internado mas, logo depois e viu subindo para os céus quando sentiu uma presença à sua esquerda, ele virou-se e viu uma escuridão, relata que essa escuridão não era apenas a falta de luz mas que era um ser, imediatamente, diz ele, percebeu que não deveria jamais ir para lá, que deveria tentar a qualquer custo continuar subindo . . . O relato prossegue como tantos outros quando ele sobrevive milagrosamente e sua vida muda completamente.
Os relatos nestes moldes são muitos, muitíssimos mesmo; e ao compará-los percebi uma coisa, essas pessoas despertaram de uma "Experiência de Quase Vida", fiquei imaginando quantos de nós tem a oportunidade de despertar assim? De romper com as amarras do cotidiano, do normal, do convencional? Em todos os relatos fica claro que por conta da experiência o indivíduo toma ciência de que sua vida como é não o agrada mais, algo sempre muda, algumas vezes a mudança é mais drástica outras há apenas um ajuste, num "instante" a pessoa percebe que o que viveu não foi vida, mas que poderão viver com abundância dali por diante. As discussões são muitas, existe quem não acredite, exite quem acredite e quem acredite no sentimento mais duvide da mecânica ou tenha outra teoria mas, como as teorias não me interessam, o meu foco é mais no que se segue aos relatos.

Paz !!!

sábado, 15 de outubro de 2011

Sabedoria (V tempo M)

Andei pensando sobre a nossa experiência do tempo, entendo que ele, o tempo, é uma ilusão muito bem posta em nossas vidas; um pequeno exemplo, é simples achar que uma viagem é mais curta que a outra, mesmo que estejamos comparando viagens pra o mesmo lugar e sobre as mesmas condições externas, quando estamos atrasados ou ansiosos por chegar ao destino experimentamos cada momento da espera com minúcia, ao passo que enquanto relaxados conversando com um amigo a viagem se esvai subitamente.

É uma ilusão muito bem estabelecida nas nossas vidas, todo dia, o dia todo, durante toda a vida temos a impressão de que podemos usar o tempo a nosso favor, sair mais cedo pra chegar mais tranquilo, sair mais tarde já que vou de carro, deixar pra depois uma solução.

Na quinta-feira, dia 13 de outubro, estive naquele cenário de guerra que apresentou-se lá na Pç Tiradentes, no Restaurante Filé Carioca, vi o corpo do jovem Matheus, uma morte súbita, provavelmente instantânea, depois pelas imagens veiculadas na TV pude ver o momento quando ele passava pela porta do estabelecimento, passei a pensar em como pode ser dramático o momento de deixar este mundo; hoje, a poucos minuto, vi um senhor, com idade entre 65 a 75 anos, acometido por um mal súbito em via pública, aqui mesmo em Belford Roxo, na "rua do meio", ele teve uma hemorragia severa, ajudamo-lo a sair de sua bicicleta e sentar-se na calçada, em menos de 5 min foi a óbito.

Então me veio o trinômio Vida, tempo, Morte. Tempo é o que temos entre os dois maiores mistérios do universo, é do que dispomos para no momento de deixarmos este mundo estarmos leves. Comparei os dois casos e imaginei que o senhor, assim como eu, deveria ter assuntos pendentes, um pedido de perdão, perdoar um, admoestar outro, percebi que ele deve ter deixado algo por fazer assim como eu tenho postergado decisões, em minhas divagações supus que o jovem Matheus também poderia ter assuntos que estivessem por resolver que, no entanto, jamais serão resolvidos por ele. Comparando os dois percebi que teriam tipos, personalidades, completamente diversas, o senhor com seus ralos cabelos brancos tinha um certo ar de austeridade, aquele semblante de respeito que só os sexagenários alcançam, já o rapaz provavelmente era aquele jovem alegre, cheio de planos e aspirações para o futuro, de seus 19 anos vislumbrava todo um futuro pela frente, logicamente se via nesse futuro pleno de possibilidades mas, ambas as vidas foram interrompidas, o rapaz a menos de 30 metro de seu local de trabalho, o senhor a menos de 100 metros de sua residência, indubitavelmente ninguém imaginaria o derradeiro momento em locais tão familiares, em condições tão repentinas.

A sabedoria é a saída para passarmos pelo ocaso da vida de maneira serena, confiantes de que deixaremos boas recordações, recordações de humildade ao assumirmos e nos desculparmos por nosso erros, recordações de compreensão ao compreender e perdoar aos que erram, recordações de jovialidade ao aprender com outros, recordações de desprendimentos ao, em altivez, compartilharmos o que aprendemos, nesse trinômio a sabedoria deve ser introduzida sem moderação, contra ela não pesa qualquer contraindicação, dela não advém qualquer efeito colateral. Ter sabedoria é saber rir de si mesmo, é não se julgar maior nem menor que outrem, entendendo que todos os seres tem seus méritos. Agir sabiamente é não avocar-se de valores, ainda que os possua, mas compartilhá-los. É ser uma eterna criança.


Pax !!!