domingo, 26 de março de 2017

Coragem caminhante

     Uma bela contribuição do nosso digno frater Afectator a quem agradeço pelo carinho e confiança.

     É necessário correr o risco de viver, é mesmo impossível não fazê-lo, segundo Jean Paul Sartre, o homem está condenado a ser livre; portanto é necessário perguntar a si mesmo sobre o que lhe traz felicidade e estar em harmonia com suas verdades mais íntimas. Lembro-me quando atravessei certos portais temendo situações que não passavam de erros de interpretação e invenções de minha própria imaginação; fui admitido a essa nova realidade, com passos vacilantes e ansiosos fiz minhas primeiras interferências, contemplei o dom dos meus antecessores, a fraterna cordialidade, abnegação e empenho, tudo agora acontece pra mim em alta velocidade... O poder da paciência e perseverança...


     Seja a virtude que você deseja, espere, seja a luz para os que ainda não enxergaram e espere, aguarde e sinta!!! Não podemos mudar o exterior sem antes passear pelos fantásticos ermos, o grande além de dentro, acredite, persevere, acorde o amor, o poder, que sempre existiu em você...
Fr Afectator.

     Agradecemos por mais essa bela contribuição e chamamos para que compartilhe conosco da tua sabedoria e sempre rogue a Deus pela paz e harmonia universal.

Paz Profunda !

sábado, 25 de março de 2017

Integridade de vida

     A vida é muito mais simples do que apregoam os pseudo-sábios; as Leis de Deus não têm brechas como as dos homens, para os quais, segundo um doutor que foi meu professor na faculdade, o direito é a ciência das exceções; as Leis de Deus são transversais a todos os planos, eu disse todos, se uma lei secular lhe parece injusta ou incoerente pode ser que sua percepção esteja perfeitamente bem fundamentada, mas não acredite por isso que essa legislação tenha escapado aos decretos cósmicos, ela pode estar realmente oposta à nossa interpretação da Lei de Deus mas seus efeitos estão indubitavelmente sendo alvo dela, causando o "incômodo" ao legislador, à casa que legislou e, incontáveis vezes, aos cidadãos que têm condições de equacionar essas questões; as Leis de Deus agem a todo tempo e em todo lugar, uma que explica porque existem leis seculares e atitudes que parecem se opor às Divinas é o livre arbítrio, através desta Lei podemos evoluir pois, sendo responsáveis por nossos atos, obtemos o mérito por nossa própria evolução e, claro, ao usarmos mal a liberdade que temos, criamos a ilusão de estarmos agindo contra Suas Leis, bem como tornamo-nos algozes de nós mesmos ao passo que infringimos Leis eternas, imutáveis, e infalíveis atraindo sobre nós suas consequências, como descrito no capítulo 5 do livro de Deuteronômios, em seu versículo 9, " ... sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem." Esse versículo é muito interessante pois fala não só da Lei, mas também esclarece que nada escapa das Leis do Altíssimo, que zela pela manutenção de Seus desígnios, pra falar um pouco dessa lei vou contar uma conversa que tive com meu filho na segunda, dia 29 de abril, dizia eu para meu filho que observasse tudo o que ele pudesse de sua mãe e de mim pois, muito do que ele será pode ser percebido assim, e que se algo não o agrada, que ele lute contra, os biologistas chamam isso de genética, mas será que a genética já conseguiu isolar o gene que determina uma mania? Ou um temperamento?

     É interessante lembrar que somos seres multidimensionais, não somos, na prática, corpo, alma e espírito; essa divisão tem validade apenas didática, na prática somos tudo isso, e mais, ao mesmo tempo; então se tenho uma dependência química, logicamente, isso interfere no meu espírito, no meu psiquismo, no meu familiar, no meu financeiro pois, tudo está funcionando, ou melhor, tudo é em conjunto; aproveito pra propor um excerto da obra "O Meio Divino", de Pierre Teilhard de Chardin, padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo.




"Não esqueçamos que a alma humana por mais criada à parte que a nossa filosofia a imagina, é inseparável, no seu nascimento e na sua maturação, do Universo onde nasceu. Em cada alma Deus ama e salva parcialmente o Mundo inteiro, resumido nesta alma dum modo particular e incomunicável".

    Depois de tanto tempo sem postar aqui nesses espaço reservado a compartilhar nossas ideias, nossos estendimentos, nossas vivências e sentimentos, convido aos amados que considerem com sinceridade essas palavras, agradeço pela paciência e apoio daqueles que ombrearam comigo, física, psíquica ou espiritualmente no desafio que acabo de cumprir, aos dignos irmãos da Luz Maior o meu Paz Profunda !

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Espiritualidade, religião e fé

Sempre me questiono quanto às diferenças entre espiritualidade, fé e religião, quanto às suas interações, inter-relações; acho que seria exercício longo, extenuante e inconclusivo tentar analisar todos esses aspectos, não obstante, peço que me acompanhem num pequeno e particular exercício analítico:

- Espiritualidade, fé e religião são todos aspectos só encontrados no ser humano, portanto podem ser entendidos como questões não naturais;

- Podem ser aspectos compreendidos como inerentes à intelectualidade, particularidade que nos põe numa perspectiva exclusivamente humana;

Mas quem disse que o ser humano não é parte da vida natural da terra? E porque tendemos a entender os processos de criação das religiões exclusivamente como respostas intelectuais?

Prossigamos, interessantemente as religiões exigem fé em determinados postulados, os dogmas, e de alguma forma tentam sempre padronizar a espiritualidade no sentido de ditar sua experimentação "normal", outro fato interessante a observar é que a fé exigida é incompatível com o estudo, algo que muitas pretendem oferecer segundo seus próprios critérios; digo que é incompatível pois a fé é a firme convicção nas coisas que não se pode provar; então o ensino baseado num modelo cartesiano de pensamento, que afirma que a razão é a única via segura pela qual o conhecimento pode ser obtido, é incompatível com a fé em algo que não se pode provar, mensurar ou demonstrar; interessante também termos em mente que o homem é um ser gregário, e como tal, por várias vezes, se viu impelido a aceitar como válida a ideia convencionada como correta a fim de se ver inserido em um grupo, isso me lembra relatos de casos ocorridos durante a segunda grande guerra onde esposas denunciavam maridos, filhos denunciavam pais, irmãos entregavam irmãos, por não aceitarem as idéias megalomaníacas, então convencionadas como certas, de uma raça pura e superior; algo que compreendi foi que a religião como entidade, como pessoa, tem também seus mecanismos de defesa e autoproteção mas, gosto de lembrar que não há religião superior à verdade.

Agora entendo que espiritualidade é algo muito abrangente, particular e, por vezes, que se pratica sem perceber, nela e através dela demonstramos nossos melhores traços, nossa ética, altruísmo e solidariedade; ela pode ser praticada por cientistas e até por ateus declarados tendo em vista que não necessariamente pressupõe a existência de uma ser criador e soberano mas, sempre é a "materialização de um espírito", o espírito da raça humana, o reconhecimento de si no outro;

Quanto à fé sinto grande dificuldade para expressar-me, a fé é algo tão exclusivamente particular que talvez não possa ser explicada visto que toda explicação é uma delimitação, existem tantas fés quanto seres humanos, mas vou falar de uma fé que tenho observado tem ganhado espaço, a fé no acaso, no não fazer; de alguma forma é algo natural visto que é diretamente proporcional à necessidade de proteção divina; por exemplo: vemos pessoas mal instruídas, carentes financeiramente na maioria das vezes dizendo na porta de um hospital público que, "com fé em deus, conseguirão atendimento e alívio para seus sofrimentos", fé no acaso, mesmo contrariando todo o histórico da saúde pública algo acontecerá e seremos atendidos; o problema com isso é o que acaba manifestando-se na prática,  amanhã estaremos novamente votando nos mesmos candidatos e até nos aborrecendo caso alguém levante uma suspeita contra eles. Como sempre digo a vida cobra de nós cada vez mais responsabilidade, conosco e com a coletividade, e a responsabilidade é prática, ela precisa ter aplicação prática; imaginemos que naquele domingo, dia 27 de janeiro, um jovem chegasse à Boate Kiss e pedisse ao gerente pra ver os sistemas de prevenção contra incêndio e pânico, sem dúvida ele seria convidado a se retirar se não sofresse agressão física por isso; a responsabilidade por minha integridade física tem de partir de mim mesmo.

Diga sua opinião, participe.

A Paz !!!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Pensamento e ação ou pensamentos, palavras e emoções

     Que assunto nos captura? Que coisa absorve-nos? Noutro momento o assunto que chamava-me a atenção era estudado, praticado, perseguido à exaustão. O assunto era poesia? Buscava-se incansavelmente material para leitura, escrevia-se freneticamente, buscava-se pessoas com o mesmo interesse. O assunto era futebol? Lia-se as reportagens sobre os melhores campeonatos, sobre seus atletas, aproveitava-se toda oportunidade de ver e praticar. Nossas opiniões neste processo eram formadas sob muito trabalho e dedicação. 
     Vivemos um momento ímpar de nossa civilização, todos temos direito à opinião, todos temos direito de dizer o que pensamos, todos queremos ser ouvidos, e a maioria de nós pretende ter sua opinião aceita, mas sobre quê tem se fundamentado essas opiniões, que são tantas e sobre tantos temas? Temos investido o necessário esforço na compreensão dos assuntos dos quais pretendemos opinar? Temos praticado o suficiente pra descobrir os verdadeiros desafios envolvidos na manutenção das coisas?



     Ouvimos críticas sobre tudo e por toda parte, raramente se escuta uma sugestão e mais raro ainda uma que se fundamente no conhecimento das causas e das coisas, no entanto, na prática uma sugestão é só mais uma ideia, vivemos num mundo virtual, as ideias não passam hoje de palavras que temos o direito de falar, ou melhor, de teclar, mas não a obrigação de implementar; é quase um insulto esperar que eu desenvolva a ideia que verbalizei. São tempos paradoxais, nunca houve uma tão grande oferta de informação, porém, nunca houve tanta indiferença para com a prática, quase uma completa incapacidade de entender como esses dados funcionam no mundo real, estamos presos num mundo de pensamentos e palavras que morrem antes de, cumprindo seu ciclo, virem ação; particularmente, entendo que é a deficiência do raciocínio lógico capaz de antever o funcionamento da vida sob a influência prática de nossas ações, como disse, fruto de nossos pensamentos e palavras.
     Enfim, parafraseando o filósofo alemão Schopenhauer, o que move o homem não são as coisas, mas sua opinião sobre elas; portanto, se estamos num lugar no qual não encontramos como nos engajar, provavelmente estamos no lugar errado. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O Inevitável - Desafios

Algumas coisas na vida são inevitáveis; eventos como provas, doenças, relacionamentos, e a morte estão no caminho da grande maioria de nós; como situações inevitáveis, passaremos por elas com menor angústia se observarmos alguns conceitos simples, pra começar, todo problema tem sua solução. Então, apreende-se que, o que não tem solução não é problema? Sim. Mas e a morte? Boa pergunta, a morte é um fato da vida. Tudo que nos causa angústia e não tem solução são fatos. Mas o que fazer então com esses fatos? O mesmo que se faz com todo fato, convive-se; por exemplo, milhares de filhotes de várias espécies de pássaros são predados diariamente, sabemos desse fato e convivemos com ele, ou então, sabemos que teremos nosso derradeiro momento, no entanto, convivemos com esse conhecimento, claro, existem pessoas que não conseguem lidar bem com isso, são pessoas que desenvolvem fobias, somatizam temores, aí sim criando problemas a partir de um fato, é importante observar que nenhum problema dos criados em virtude do fato o exclui ou retarda, pelo contrário, em alguns casos até o antecipa; é, assim são os fatos, inexoráveis niveladores da espécie humana.

Nessa oportunidade falarei sobre desafios, um fato muito comum nas nossas vidas, praticamente diário. Algumas pessoas já iniciam o dia enfrentando o desafio de levantar de suas camas; para outras há o desafio de lutar pelo sustento, próprio e dos seus; há os desafios da busca por realização profissional, dos litígios em busca de garantias de direitos, e muitos outros; há, no entanto, uma angustia causada pelo receio de um possível fracasso na empreitada, o medo; o medo do novo, do desafio, é um problema; para esse problema existe como solução a coragem, coragem que não é o antônimo do medo, o medo é um reflexo de autoproteção ante algum perigo ou desconforto, coragem é a capacidade de agir apesar do medo; quem não tem medo é intrépido, audaz, e por vezes se vê em situações extremamente desconfortáveis que seriam facilmente evitadas utilizando-se de uma dose, por vezes pequena, de prudência; coragem é a capacidade de agir após ponderar os ricos, o custo benefício da empreitada; essa análise não precisa ser baseada em dados cientificamente colhidos, nem requer a apreciação cartesiana de relatórios estatísticos; geralmente ela simplesmente baseado na experiência de vida.

Independente da conclusão a que se chegue, aceitar ou não um desafio, tenhamos em mente que eles sempre virão, um após o outro demandando sempre uma tomada de posição; os desafios vencidos sempre elevam-nos o moral, aumentando nossa capacidade de agir, nossa alegria; e dos desafios que não conseguimos superar sempre tiramos a experiência que, se não é o objetivo dessa vida, ao menos aperfeiçoa nossa capacidade para desafios vindouros; como dito em uma postagem anterior a vida cobra de nós responsabilidade, e ela sempre vem, pela ação ou pela omissão; particularmente prefiro errar tentando acertar a omitir-me e não me arriscar ao sucesso, sim, ao sucesso, pois é o único risco que se corre tendo em vista que o fracasso de não cumprir o desafio é claro para aqueles que o aceitam, enfim encerro esse breve texto com um conceito que apesar de bem difundido não consta na Bíblia desta mesma forma.



Os covardes não herdarão o Reino dos Céus.
Ideia extraída do texto constante em Apocalipse 21,8

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A Plenitude do Tempo

Em um trono de ferro enferrujado,
Além da mais longínqua estrela do espaço,
Eu vi Satã sentado sozinho;
Velha e abatida estava sua face,
Pois seu trabalho estava feito e ele
Descasava na eternidade.

E para ele, de dentro do sol,
Veio seu pai e amigo,
Dizendo: "Agora o trabalho está feito
A inimizade chegou ao fim".
E levou Satã
Para o Paraíso que ele conhecia.

Gabriel, sem expressar reprovação;
Uriel, sem a lança;
Rafael, cantarolando;
Todos saudando seu amigo e par,
Sentaram-se ao lado de
Alguém que tinha sido crucificado.

James Stephens, poeta irlandês.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Grande Descoberta

Abro os olhos e vejo que está chovendo. Estou no beco, sozinho e completamente molhado.
Mais um dia de angústias se anuncia.
É manhã de terça... Ou quarta?... Não sei!
Meu estômago reclama. Começo então a revirar o lixo a procura de comida; em meio aos dejetos abandonados pela sociedade busco minha sobrevivência, após algum tempo, ironicamente, encontro.
Alimentado – se é que assim posso dizer – procuro um lugar para descansar e me proteger do frio. Uma caixa de papelão que, aparentemente pelas figuras nela contidas abrigou um fogão, será por enquanto meu abrigo.
Agora em minha nova “casa”, um pouco aquecido e tremendo menos, me perco em meus pensamentos: vislumbro uma mesa cheia de gostosuras, uma casa quentinha e bonita, alguns passarinhos cantando e um raio de sol se esforçando para atravessar as cortinas no intuito de me tocar...
Um pingo me desperta...
A chuva umedeceu o papelão, rolo para um pedaço seco do papelão e esforço-me na tentativa de recuperar meu pensamento, quero minha mesa, minha casa, meus passarinhos, meu sol... Em vão! Terei que enfrentá-la!
Cansado de todo este padecer outro pensamento toma conta de minha consciência, mas agora não é fictício. É real, mais uma vez me questiono.
Qual será o motivo disso tudo?
Será que sou o resultado de uma sociedade fracassada, na qual, seus governantes mantém um quadro histórico-social de desníveis, onde poucos são favorecidos e a grande maioria, iludida com os grãos de milho que lhes são lançados, se entorpece e aceita este tipo de quadro, não demonstrando insatisfação, que indubitavelmente a faria tomar uma atitude melhoradora, reformadora, renovadora?
Ou será que sou um produto dos meus próprios atos?
Será que nunca observei claramente a situação, e também iludido escondo-me, como uma tartaruga em seu próprio casco, não tendo iniciativa e não tomando atitudes de melhoria, ficando entregue a uma auto-inatividade e, como muitos, fingindo não conhecer a resposta – mesmo a conhecendo – ergo, assim, brados em direções diversas, tentando achar um culpado para aquilo que eu mesmo criei?
Oh, D’us! Foram tantas as noites e os dias vendo as pessoas passarem, e delas ouvindo coisas do tipo:
_ Ah! Que nojo.
Ou então:
_Ah! Por que ninguém toma uma atitude quanto a isso.
Mas ninguém nunca me ergueu a mão. As pessoas preferem virar o rosto e fugir enojadas, a se preocuparem comigo; por isso até hoje estou assim, com fome, molhado, e dentro de uma caixa de papelão...
De repente ouço gritos.
_ “Ali, ali”.
E acredito conhecer as vozes que surgem de repente em meio à chuva e ao caos urbano.
_ “Ali, dentro da caixa de papelão”.
Realmente as conheço.
São eles. Jovens desumanos que se divertem comigo, abusando de minha incapacidade de reagir!
E então ouço o grito que para mim significa - “fuja”.
_ “Mata”.
Tento correr, mais estou fraco, e logo sinto aquela dor forte na barriga ocasionada por um chute que um dos jovens me dá. Rolo e gemo. Imploro para eles pararem, mas parece que eles não conseguem compreender o que digo e continuam em sua investida mortal contra mim. Não posso ficar aqui, devo correr, pois se fico será o meu fim.
No meio de minha fuga desesperada, e do ataque ensandecido dos jovens, latas de lixo são atiradas ao chão, e as poças d’água formadas pela chuva perdem sua limpidez, tornando-se finalmente coerente com o quadro geral daquele fétido beco.
Como por um milagre consigo me esconder, de meu esconderijo vejo meus algozes praguejando e me procurando. Demora algum tempo, mas, cansados e sujos em meio ao lixo, eles desistem de minha procura e se vão.
Agora estou fraco, ferido, sangrando e me interrogo por que não os enfrentei, talvez por algum milagre eles alcançassem seu objetivo finalizando de uma vez todo esse padecer.
Mas isso já não importa. Espero mais alguns minutos e saio de meu esconderijo, devo achar um lugar seguro para descansar e tentar curar os males que me causaram.
E foi aí, nesse instante de dor e medo, numa tentativa instintiva de sobrevivência, que o mundo com toda a sua incoerência me deu a resposta pela qual há muito almejava, e que tanto me parecia inalcançável.
Ao sair de meu esconderijo passo por um espelho quebrado... Olho meu reflexo... E descubro...
Sou um rato.

Filitus Lux