terça-feira, 17 de julho de 2012

Ísis - Poema


Amados leitores estou explodindo de felicidade, aquele frater me enviou outro poema antigo que estava sob sua guarda, autorizando-me publicá-lo aqui, então . . .

Ísis


Do templo oculto a luz mantenho acesa,
a luz da antiga chama que fulgura
iluminando a senda íngreme e dura,
que leva ao entender da natureza.

Da vida eu guardo a força e a beleza.
Conheço a lei do fado e da ventura.
Desfaço a negra sombra que perdura,
à limitar do ser toda a grandeza.

E enquanto o pleno despertar espero
do ser humano, ao buscador sincero
concedo as chaves dos portais do céu.

Porém meu fogo eterno ao vil consome,
e assim nenhum mortal sabe meu nome...
mortal nenhum ergueu meu grosso véu...

Drol Redaj

É um grande prazer poder publicar mais essa pérola desse antigo sábio; grato sempre meu grande irmão pela confiança e apreço.

A Paz.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ciclos


A vida e seus ciclos, eis um belo assunto para submetermos a reflexão; as cinco fases da vida, a alternância entre dias e noites, entre as estações, as trocas gasosas que se dão em nossos pulmões, todos belos exemplos dos ciclos que marcam nossa passagem por este mundo. Hoje quero falar de um ciclo muito interessante, um ciclo ao qual devemos nos conformar, digo conformar não só no sentido de aceitar mas, principalmente, no de compreendê-lo e utilizá-lo para nosso benefício. Trata-se do "4A 4E", a vida é assim, o médico só se torna médico se um outro médico lhe ensinar, assim como o músico, o motorista, e pasmem, até mesmo ser humano só torna-se humano no convívio com outros seres humanos. Assim chamo a atenção para um assunto abordado por nós no sábado dia 7 de julho; a importância dos instrutores, do grupo e de sua egrégora.


Sendo assim, partilharei um conceito que me foi ensinado a cerca de 15 anos; incorporando a ele minha própria didática passei a chamá-lo Ciclo de "4A 4E", ou seja, Aprender a Aprender, Aprender a Ensinar, Ensinar a Aprender e, Ensinar a Ensinar. Este é um ciclo lógico em toda escola embora muitas vezes o fato se perca de vista, nas escolas de espiritualidade, sejam elas menos ao mais dogmáticas, o ciclo 4A4E é sempre aplicado, o novato (neófito, recém convertido, acólito) é preparado paulatinamente para em dado momento assumir uma posição de decisão dentro do grupo, inclusive no que diz respeito ao ensino.


Nós, aprendizes da vida espiritual, devemos ter em mente que em algum momento ser-nos-á cobrada a postura de vanguarda diante dos assuntos de nossa instituição, seja ela qual for; o aprendizado da espiritualidade deve ser aplicado na vida, esse é seu único objetivo, daí os constantes alertas quanto à busca meramente por curiosidade, porquanto ao cobrar-se o preço do esforço dispendido pelos instrutores não se aceita menos que excelência, é o que devemos aos nossos mestres, instrutores, mártires, iniciadores etc . . . Por isso aproveitemos todas as oportunidades pra aperfeiçoarmo-nos, não vacilemos diante dos desafios, eles são os momentos de testar nossa evolução no trabalho, essa é a fase de ganhar confiança para encarar os verdadeiros desafios que virão, aqueles que porão à prova nossa vontade, ameaçando não só nossa individualidade mas também todo o trabalho ao qual nós e nossos mestres se dedicaram, a continuidade do próprio ciclo.


Por isso lembremo-nos, excelência, responsabilidade, não se espera nada menos dos estudantes da mais profunda, antiga e complexa ciência, a ciência do Ser.


Pax et Lux.

domingo, 8 de julho de 2012

A Busca - Poema


Queridos leitores/irmãos, recebi uma valiosíssima contribuição pela qual estou imensamente agradecido,  estou muito feliz em ter recebido autorização para compartilhá-la com os amados; trata-se de um poema profundamente místico, muito rico em significado e carregado de simbologia rosacruz. O frater que é depositário desta obra pediu-me sigilo quanto ao seu nome mas, no entanto, exigiu que o nome de seu autor fosse divulgado, tendo sido ele um grande iniciado, místico proeminente, e inspirado poeta como poderemos confirmar a seguir.


A BUSCA

Busquei em toda parte a tal verdade
Que do humano ser dirige a vida,
Ergui o meu pensar à imensidade
Para encontrar a luz que foi perdida.

Busquei erguer o véu da antiguidade
Seguindo do saber a tão sofrida
Estrada, que conduz à eternidade,
E traz a Paz Profunda prometida.

Busquei e meu buscar foi coroado
Quando dentro de um espelho iluminado
Do Mestre Oculto, enfim, fitei a face.

E enquanto eu desdobrava o pensamento,
Pra me elevar no infindo Firmamento,
Ouvi a voz que do silêncio nasce . . .

Drol Redaj


É motivo de muita alegria poder compartilhar uma obra tão sublime, profunda e sutil; aos amados mais uma vez convido a compartilhar as belas pérolas de sabedoria que têm de graça recebido.

3XPaz

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A ansiedade e a fé no fracasso


Em dias agitados e incertos como os que vivemos podemos até encontrarmos justificativas para a ansiedade, parece-nos algo lógico, estou ansioso pois tenho uma conta a pagar; estou ansioso pois farei uma entrevista. Mas será mesmo assim que devemos reagir? Parece que a sociedade moderna espera isso de nós, no entanto nós não devemos obediência à vontade de tal sociedade; obediência às leis sim, porém isso extrapola a esfera legal, é algo auto-imposto, exigido pela família e pelos amigos, sempre escutamos: "deixe de ser ingênuo"; ou "você é mesmo um sonhador"; no dia 1º de outubro de 2010 postei uma menagem intitulada "De que tens se ocupado?"*, nela falei sobre a pré-ocupação e sobre os males que ela acarreta, trouxe ainda à baila este versículo:
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.(Mt 6:34);
Assim quero ter incitado os queridos a pensar sobre o agora, sobre a nossa área de ação, podemos planejar algo para um futuro mais ou menos distante mas, esse planejamento sempre envolve fé; a fé, define meu grande amigo e pastor Milton Filho, é a firme convicção nas coisas que não se pode ver; então, obviamente todo planejamento envolve fé, afinal agimos agora e, esperamos determinado resultado para nossas ações.

A fé é um assunto que não costumo abordar porque no meu entendimento ela não é essencial a espiritualidade prática**, entretanto ela não é desprezível de forma alguma, sua presença nos prepara psicologicamente para a condição "desejada", escrevo entre aspas pois nem sempre depositamos fé em algo que realmente ou objetivamente queremos para nossas vidas, a ansiedade inúmeras vezes não passa de fé no fracasso, na derrota, na aniquilação de nossos planos; certa vez, em uma reunião de família, uma tia recebeu um telefonema, sua filha contava que, desde o dia anterior, estavam sem água lá em sua casa de praia; minha tia, muito nervosa, fala alto esbravejando: "- Pagamos um IPTU absurdo! Como pode eles estarem lá sem água?". Ela discorria todo o incomodo que é estar sem água em casa, relembrava momentos semelhantes e tentava imaginar como estaria seu neto lá mas, o interessante é que sua filha não mora lá, estava lá a passeio, poderia a qualquer tempo tomar seu carro e vir para casa, o que seria bem rápido porque nem era temporada e a casa é razoavelmente perto; podemos imaginar o desgaste emocional e psíquico causado por preocupações que extrapolam nossa esfera de ação. Nesse caso eu nem chamaria de pré-ocupação mas de super-ocupação ou talvez extra-ocupação, afinal, minha tia se ocupava de um problema que, além de não ser seu, seria facilmente resolvido, caso fosse realmente um problema.

O exercício da temperança, da mansidão, da vida tranquila passa pela fé, sem dúvida; ter fé em dias melhores, em momentos melhores é tão importante quanto não ter fé em problemas, em transtornos e dissabores; fé sadia é o que desejo e emano para todos os meus irmãos/leitores nos próximos dias em meus trabalhos diários.


**Esclareço mais uma vez que não exponho minhas compreensões como verdade;
*A mensagem encontra-se ainda disponível, basta clicar ao lado no ano de 2010.

Pax et Lux !!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dedic-AÇÃO


Quando estudo os antigos filósofos fico impressionado com a capacidade que tinham de não aceitar respostas prontas, com a aptidão que apresentavam para a busca de uma resposta mais adequada, mais válida, mais completa; por exemplo, gosto sempre de lembrar que Platão foi o primeiro a falar e, portanto, foi quem deu nome a partícula, denominando-a átomo, ele dizia existir um algo indivisível que era base de tudo o que se vê na natureza; no entanto, observe que o microscópio só foi inventado mais de 1940 anos depois! A foto acima é de outro desses malucos beleza que observamos pela história oficialmente registrada da humanidade, René Descartes, considerado o fundador do racionalismo e da filosofia moderna, eis um pequeno excerto de sua mais famosa obra, "O Discurso do Método":

"O bom senso é a coisa mais bem distribuída no mundo, pois cada indivíduo pensa ser tão bem provido dele, que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam desejar tê-lo mais do que já tem. E é improvável que todos se enganem a esse respeito; mas isto é antes uma prova de que o poder de julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso, que é justamente o que é denominado bom senso ou razão, é igual em todos os homens; e, assim sendo, a diversidade de nossas opiniões não se origina do fato de serem alguns mais racionais que outros, mas apenas de dirigirmos nossos pensamentos por caminhos diferentes e não considerarmos as mesmas coisas. Pois não é suficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem".

Esse pequeno parágrafo abre um leque de idéias incrível, veja a questão da fé sem obra; na última frase desse parágrafo o filósofo diz que não é suficiente ter um espírito bom, porém, aplicá-lo bem, não é suficiente nós querermos o bem, mas fazê-lo; não é suficiente nós querermos um emprego melhor, mas agirmos para tal; não é suficiente nós sabermos que existe uma dimensão espiritual, mas conhecê-la; não é suficiente nós acreditarmos em Deus, mas vivê-lo. Exemplificando, certa vez na faculdade um professor disse que os funcionários de nossa empresa deveriam saber que existe um plano de gestão da segurança, eu discordei e disse que eles deveriam conhecer, não só saber que existe um plano, ao que ele repudiou dizendo que seria a mesma coisa, saber e conhecer, então eu lhe perguntei se ele sabia onde está a Torre Eiffel, ele disse sim, claro, em Paris, na França, eu perguntei o que ele acha da textura do metal que a compõe . . .

Viver o espiritual vai alem do saber que ele existe, vai alem de prestar culto, participar de liturgias ou comemorar datas, buscar o espírito é um exercício diário, constante, é ser ético, coerente consigo mesmo, é ter responsabilidade social, e reconhecer-se no marginalizado.

Dediquemo-nos todos a essa sagrada obra!

Namastê .'.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Tomemos posição senhores !!!




Ola queridos! Que o Cósmico santifique vossas vidas!

Hoje, mais uma vez, vou falar sobre a espiritualidade prática; tenho o péssimo hábito de não me acostumar (conformar) com as coisas deste mundo, eu sei, eu sei, muitos já nos disseram: "- deixa pra lá, isso é assim mesmo"; eu entendo mas, não compreendo; sempre entendi como minha obrigação lutar contra a apatia sócio-espiritual que impera no mundo, muito drasticamente na América Latina e, muitíssimo bem estabelecida no Brasil; algum irmão pode me perguntar: "- O que o social tem haver com o espiritual?" Respondo: O homem é um ser gregário, ou seja, precisa viver em sociedade e, geralmente, essa sociedade deve ser bem estruturada para suprir as necessidades do indivíduo; admiro a Igreja Católica Apostólica Romana por na atualidade jamais deixar de intervir, ainda que muito sutilmente, em questões que dizem respeito ao bem estar social em todo o mundo, entendo como obrigação de todo ser espiritual a manutenção da Paz, sim da Paz com "P" maiúsculo, porque onde estará a paz de quem tem fome de comida? Ou de quem tem fome de justiça, fome de família, fome de cultura, fome de saúde, fome de lazer . . . Aí mais uma vez entramos nas questões políticas, lembro da trágica cena levada ao ar pela Rede Globo de Televisão onde ladrões do dinheiro público em Brasília oravam fervorosamente ao senhor (qual?!) agradecendo o lucro escuso que acabavam de ter, isso é sintoma de doença sócio-espiritual, e pior, é uma epidemia !!! Outro sintoma corriqueiro que passa despercebido no cotidiano são as agressões entre torcidas de futebol, claro que o esporte é bom, e a competição saudável é desejável mas, ganhar quebrando o braço de outra pessoa, ou coisa pior, não é vitória! Não há honra nisso! Veja outro caso, o caso do Policial que matou um guarda-vidas, por conta de um esbarrão da namorada deste no retrovisor do carro do primeiro(!), uma selvageria bestial, um ato praticado completamente fora da razão (egrégora) da raça humana! Onde foi criado esse monstro? Acredito que monstros como estes estão por toda parte, alimentados pela mídia em parte, porém, muito mais pelas agruras da vida, as fomes às quais me referi.
Por isso digo, devemos lutar, deixar de hipocrisias do tipo: "nossa luta é contra o espírito", e partir para a batalha contra a corrupção, contra a falta de cultura, contra a falta de respeito para com a pessoa; oremos e deixemos que nossos corpos (espiritual, mental e físico) se encham desse assunto para que possamos tomar posição ante à demanda atual e efetivamente por o pé no caminho para a "Nova Atlântida"!

Pax !

sábado, 14 de janeiro de 2012

Sou meio são !

Já ouviu aquele adágio? "Ninguém é normal visto de perto". Pois bem em conversa recente com um grande amigo, um irmão de caminhada, um estudioso de cabala, um cientista/místico, falávamos sobre ser normal, ser conforme os padrões, agir e até pensar como "manda" a praxe social. Nós concordamos que os idealistas, aqueles que enxergam boas opções, os que "veem o lado bom" são muito assim; por vezes tidos como loucos, inocentes, sonhadores, idealistas e outros adjetivos eles estão sempre aptos a tentar mais um pouco antes de desistir de algo ideologicamente bom, o Mahatma (Grande Alma) Ganghi é o melhor exemplo do qual me lembro agora, formado em direito na Inglaterra poderia ter vivido bem, financeiramente, fisicamente, em qualquer lugar mas, jamais teria vivido bem consigo mesmo se não houvesse assumido a causa de seu povo que sofria sob o julgo da colonização inglesa; acredito que isso é ser como a criança, perceba como a criança não vê dificuldade para a consecução de seus desejos, ela não liga para convenções sociais, ela não teme o ridículo, ela age conforme seus sentimentos.

"Portanto, aquele que se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus."
Mt 18.4

Daí a importância de um novo nascimento, esse novo nascimento nos abre os olhos para um novo mundo aqui mesmo, um mundo novo filtrado pela inocência, inocência é o que evita que fiquemos tentando entender o sentido oculto de tudo que nos falam, quem nunca ouviu alguém dizer: "- que quer dizer com isso?" ou "- ele quiz dizer . . ." o inocente acha que a pessoa só disse o que disse e pronto, não gasta energia tentando entender além, achando ainda por cima que isso é ser inteligente, ao mesmo tempo em que cria falsas expectativas, ou mal estares desnecessários. Isso me lembra a máxima: Você deve ter a cabeça aberta mas, nem tanto a ponto do cérebro cair! Então sejamos todos humildes e inocentes como as crianças, não viva tentando adiantar-se aos acontecimentos, deixe a vida te surpreender, garanto que terás mais boas surpresas que más.

É só ser assim como nós, os meio sãos, nós entendemos que viver preso às convenções sociais é trabalhoso, complicado, e nada divertido; preferimos viver assim, como nós somos, nós gostamos de quem é diferente de nós, nós aceitamos que sejam assim e, se essa diferença pode ser interpretada como defeito, nos simplesmente perdoamos e aproveitamos o que a vida tem de melhor para oferecer.

Salutem punctis trianguli .'.